Árbitro mineiro fala como é a vida fora da arbitragem

São Pulo, SP, 09/09 - O árbitro mineiro Igor Junio Benevenutto de Oliveira, que integra o Quadro Nacional, esteve em Campinas na última quinta-feira, dia 06/09, quando realizou o Teste Físico FIFA dos árbitros promissores, conhecidos no passado como Aspirantes FIFA. Igor foi bem nos testes e não encontrou problemas para superar as marcas exigidas pela FIFA. Mas ele não está ficando conhecido apenas por ser um bom árbitro e sim porque sua principal profissão, a de enfermeiro, tem lhe dado a mesma popularidade por utilizá-la como benemerência. Igor tem utilizado a experiência de enfermeiro para alegrar crianças no Hospital ABC, de Belo Horizonte (MG), usando o codinome de Dr. Gravatinha, um pseudo médico que ao lado de outros companheiros forma o "Guardiões do Riso", um grupo que leva humor para as crianças.

"Eu sou enfermeiro de formação e trabalhei em alguns hospitais de Belo Horizonte. Como enfermeiro eu percebia, e percebo até hoje, que os grandes problemas que as pessoas tem em relação a estar hospitalizado é que elas entram em depressão porque pensam em coisas positivas. Elas pensam que estão no hospital e vão para a morte. Então a parte emocional influencia diretamente no tratamento do paciente e quando me formei eu coloquei como meta em minha vida que eu doaria um pouco do meu tempo para poder ajudar estas pessoas", falou o árbitro mineiro.

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Igor falou também do retorno que esta situação lhe trás tanto em sua vida particular como na vida profissional.

"Como não convivo diariamente com estas pessoas, eu sei que auxilia eles porque quando a gente volta ao hospital, a mãe, o pai, falam "olha você ajudou muito meu filho", nas redes sociais mandam mensagens, enfim. Tem me ajudado muito. Tem me trazido mais tranquilidade, mais paz, mostrando que a gente precisa ser mais humilde, ser mais paciente, amar mais o próximo, então tem me ajudado demais", falou Igor que complementou.

"No campo tem me dado muito mais tranquilidade para conduzir as partidas. Este ano eu percebi que tive um grau muito maior de acerto, jogos mais tranquilos, por eu estar fazendo este trabalho social. Aprendi a me conhecer melhor. Me conhecendo melhor eu posso conhecer o meu próximo e posso ajudar mais", explicou o mineiro.

Quando questionado da repercussão que a história poderia dar quando ele estivesse em campo, Igor disse que com certeza seria melhor entendido e poderia trabalhar tranquilo.

"Acho que eles (atletas) vão ter muito mais tranquilidade de saber que o árbitro quando está dentro de campo - ele já tem uma antipatia, tem uma certa impaciência dos jogadores - e quando a gente consegue fazer um trabalho diferente, percebe que eles valorizam isso. Assim eles conseguem respeitar mais a arbitragem. Espero que eles possam nos compreender mais, possam ter mais tolerância com a arbitragem, porque a gente está ali para fazer o nosso melhor e as vezes os jogadores não compreendem isso. Mas acho que este papel que estou fazendo, vai influenciar diretamente no comportamento deles para tratar melhor a arbitragem", finalizou Igor Benevenutto.



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