Árbitras FIFA passam em Teste Físico realizado em Campinas

São Paulo, SP, 08/09 - Na última quinta-feira, dia 06, foi realizado na cidade de Campinas, no Centro de Excelência de Esportes, o Teste Físico FIFA para os árbitros que são considerados promessas, mas foi também o teste físico para as três meninas que representaram o Brasil no Mundial Sub 20 Feminino realizado na França, no mês de agosto. De folga para descanso, a associada do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, ao lado da também assistente catarinense Neuza Inês Back e da árbitra paranaense Edina Alves Batista, mostraram que o tempo parado não atrapalhou em nada e o teste foi tirado de letra e com muita facilidade.

"A gente sabe que todo teste, toda prova, tem aprovação e reprovação. Nós sempre pensamos na aprovação e batalhamos duro para isso. Então poder sustentar mais um ano o escudo FIFA, que é o sonho de todos, é uma maravilha e mais um sonho realizado porque nem tudo cai do céu. Temos que treinar muito duro para isso, para chegar aqui e conseguir fazer o teste da melhor forma possível", falou Tatiane Sacilotti.

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"Na parte física nós não podemos pecar nunca. No meu ponto de vista é o mínimo que um árbitro pode fazer que é passar numa prova física. Ela é mais fácil normalmente do que os  jogos, que é mais exigente que a prova física em si, então isso aqui é o mínimo, inclusive nós três recebemos muitos elogios lá no evento com relação a nossa parte física. Então nessa parte nós precisamos mais manter e claro aprimorar o que sempre se pode melhorar", explicou a assistente catarinense Neuza Inês Back.



"Fizemos o teste e passamos. Agora quem deixa nosso nome ou não na relação FIFA é a CBF. Então nossa parte a gente fez aqui que é passar no teste. É a nossa obrigação", disse Edina Alves Batista (foto acima).

Tatiane teve que se superar para chegar ao Mundial da França, por ter atravessado alguns problemas particulares durante o ano. Mas soube separar a profissão da vida particular e deu show no trabalho levando o nome do Brasil na competição mundial. Ela falou o que isso representou.

"Na verdade faltam palavras para descrever o que é participar de um Mundial e fazer parte de um Mundial. Quando a gente inicia a carreira, a gente sonha um dia poder fazer parte do Quadro da FIFA, muito mais um Mundial. A gente sabe o quanto é difícil poder representar o seu País. Foi maravilhoso poder ir agora na França, no Mundial Sub 20 e acredito que demos um passo muito grande e continuamos firme no processo de estar no Mundial principal também na França", falou a assistente paulista.

As brasileiras falaram também sobre um tema importante; as dificuldades que uma competição deste nível possa trazer.

"Talvez a questão da interação com as árbitras que fazem parte do grupo de trabalho com a gente pela questão do idioma, por mais que eu fale o inglês não é a mesma coisa que estar trabalhando com alguém que fale o seu idioma. No momento que tem que tomar uma decisão, a palavra as vezes que vem na tua cabeça rápida não é a palavra em inglês, é em português e talvez isso dificulta um pouco", explicou Neuza back.

"Você tem que estar preparado. Não adianta se preparar quando a oportunidade chegar. Eu sempre levei isso na minha cabeça e fizemos excelentes jogos porque nós três estávamos bem preparadas e cumprimos nosso papel. Tem um pessoal por trás de nós, que é o pessoal da CBF, que sempre nos ajuda e dá oportunidade. Nos prepararam para estar vivendo este momento e representar bem nosso País", disse Edina Batista.

"Na verdade faltam palavras para descrever o que é participar de um Mundial e fazer parte de um Mundial. Quando a gente inicia a carreira, a gente sonha um dia poder fazer parte do Quadro da FIFA, muito mais um Mundial. A gente sabe o quanto é difícil poder representar o seu País. Foi maravilhoso poder ir agora na França, no Mundial Sub 20 e acredito que demos um passo muito grande que demos e continuamos no processo para estar no Mundial principal também na França", falou a assistente paulista (foto abaixo).



Para as meninas, que foram muito elogiadas por todos, a experiência de trabalhar nas principais Divisões no futebol masculino do Brasil, foram fatores preponderantes para o sucesso delas no Mundial da França.

"Nós conversamos com meninas de outros países e a gente que vê que em alguns países as mulheres não são tão bem aceitas e nós temos esta bagagem que vem do masculino, então esta experiência que temos do futebol masculino que é diferente do feminino, nós chegamos com uma bagagem muito grande principalmente na prte física. Eu agradeço por fazer parte do Campeonato Brasileiro como do Paulista nas principais Divisões e poder chegar lá com a bagagem que levamos daqui", disse Tatiane Sacilotti.

"São aspectos diferentes que se encontra num jogo. Quando você faz um jogo do masculino adulto, as vezes a técnica individual do atleta ou a técnica do grupo se sobrepõe. Quando você está no feminino, normalmente o que sobrepõe do jogo é a parte tática. As meninas são muito táticas. Então a questão das linhas para nós que trabalhamos com a situação do impedimento, acaba sendo muito difícil o jogo, porque as decisões do impedimentos acabam sendo muito ajustadas. Mais até do que elas são no masculino e isso que a gente percebe de diferença", falou Neuza Back (foto abaixo).



Somente a paranaense Edina Batista esteve na final, porém, como quarta árbitra. Mas a opinião de todas foi unânime. Não houve motivos para tristezas e sim de comemoração, afinal, para elas, tudo acontece na hora certa e no momento certo.

"Eu sinceramente não fico chateada porque acredito que tudo está no controle de Deus. Acredito que se não chegamos na final é porque tinha que ser. As vezes você quer tanto uma coisa e quando chega lá essa coisa não era para você e pode dar algo de errado. Como acredito muito na vontade de Deus sobre nossas vidas, voltei muito feliz de lá porque realmente fizemos uma excelente competição, chegamos até as quartas de final, a Edina fez quarta árbitra na final, e final todo mundo quer chegar, mas somente uma equipe vai chegar. Então não foi a vontade de Deus chegar. Quem sabe no ano que vem, no principal, se for a vontade dele, nós estamos preparadas para isso", falou Tatiane Sacilotti.

"Eu estou contente, estou feliz por ter feito três jogos excelentes e por ter sido quarta árbitra na final. Para mim foi meu primeiro evento. Eu entrei na FIFA em 2016 e para mim já foi um sonho estar ali vivendo aquilo ali. Então quarto árbitro para mim foi muito bom, pode ter certeza que vamos trabalhar e tentar melhorar no que for preciso para tentar um dia colocar a nossa bandeirinha do Brasil lá mais em cima como árbitra central", disse Edina Batista.

"Eu acredito que tudo tem uma hierarquia e tudo tem seu momento também. Eu tenho fé, acredito em Deus e se não fomos neste momento, não era para ser o nosso momento. O trio que fez a final foi a equipe da França. Era o país sede, o evento estava acontecendo no país deles, então nós entendemos a questão. As vezes a escolha tem outros aspectos a não ser a parte técnica, no caso de quem seria o melhor grupo para fazer a final. Respeitamos, aplaudimos as meninas que foram para a final; óbvio que gostaríamos de estar lá, mas se não deu neste momento vamos buscar no próximo", falou Neuza Inês Back.



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