Presidente do SAFESP faz Nota de Repúdio contra dirigentes

São Paulo, SP, 27/07 - Insatisfeito com algumas declarações de presidentes e dirigentes de clubes do futebol brasileiro, o presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), Arthur Alves Júnior, vem publicar uma nota de repúdio contra estes dirigentes que tentam escolher árbitros de determinados estados para apitar as partidas de suas equipes nos campeonatos nacionais. Partindo-se do princípio que todos são íntegros, não cabe a eles tentarem direcionar um árbitro de um determinado estado denegrindo a imagem dos demais, inclusive passando a conotação de desonestidade ou incapacidade dos demais estados brasileiros na questão arbitragem de futebol. Confira abaixo, na íntegra, a "nota de repúdio" divulgado pelo mandatário do SAFESP.

"Quero deixar registrado minha indignação pelas constantes, e muitas vezes infundadas, reclamações das arbitragens no futebol brasileiro e por uma nova ideologia que está partindo dos presidentes e dirigentes de clubes brasileiros, que é de solicitar árbitros de determinados estados para apitar as partidas de seus clubes. Não podemos admitir este tipo de coisa, pois os árbitros são neutros e à partir do momento que passam a integrar o Quadro Nacional, deixam de ser representante de um determinado estado.

A arbitragem brasileira é considerada uma das melhores do mundo, estando sempre em alta com os dirigentes que cuidam da arbitragem na FIFA. É inadmissível dirigentes cariocas solicitarem apenas árbitros paulistas nos jogos contra grandes do futebol brasileiro. O mesmo para dirigentes paulistas, solicitando cariocas.

No momento que um árbitro de um determinado estado é solicitado de tal forma, fere-se o princípio da lealdade, podendo até levar a conotação de desonestidade ou incapacidade dos árbitros dos demais estados do Brasil. Erros, quando acontecem, fazem parte de um contexto geral e podem acontecer com qualquer um. Seja ele árbitro paulista, carioca, mineiro, gaúcho, pernambucano ou de qualquer outro estado. Temos árbitros capacitados que passam por avaliações da escola Nacional de Arbitragem e à partir do momento que entram no Quadro Nacional, se tornam capacitados para apitar em qualquer partida de futebol, independente da equipe que esteja em campo.

Por fim, o veto não faz parte do jogo. Pedimos para que estes dirigentes avaliem a situação da melhor maneira possível. Informo também que estaremos encaminhando um ofício para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do futebol brasileiro, para apuração destas declarações dos dirigentes resguardando os princípios fundamentais previstos em todo código de ética de qualquer profissão existente neste País".



ENQUETE

Árbitro de Futebol, Prestador de Serviço Autonômo, o que NECESSITA melhorar no exercicio de nossa profissão ?

SEGURANÇA
TAXAS, DIARIAS, PASSAGENS , RECOLHIMENTOS DO INSS
CONDIÇÕES DE TRABALHO (CAMPO DE JOGO, VESTIARIOS , UNIFORMES )
ATUALIZAÇÕES DAS REGRAS DE JOGO
Resultados

TEMPO