Projeto VAR chega à ultima semana de curso em Águas de Lindóia

São Paulo, SP, 05.07 - A terceira turma do Curso de VAR que está sendo realizado na cidade de Águas de Lindóia (SP), chega neste sábado, dia 07, ao último dia de atividades. Foram 48 árbitros no total e na última turma estão três árbitros do estado de São Paulo. Luiz Flávio de Oliveira e Vinícius Gonçalves Dias de Araújo e o assistente Alex Ang Ribeiro estão se familiarizando com a novidade e se tornando aptos para trabalhar nesta nova etapa que a arbitragem está provocando para o futebol mundial. Eles falaram desta nova etapa que começaram a ter na profissão.

"Uma experiência nova porque nós fizemos o treinamento no ano passado off line e hoje nós estamos tendo a oportunidade de fazer o trabalho on line, com os meninos fazendo a simulação de jogo em campo e nós na sala. Parece ser uma coisa simples, tranquila, apesar de ser quatro decisões, mas a pressão é como se você estivesse no jogo, até porque é uma responsabilidade maior porque agora temos essa ferramenta de vídeo que tanto cobramos e passar esta informação correta para o árbitro que está lá em baixo", falou Luiz Flávio de Oliveira.

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"É muito bacana esta experiência nova que estamos tendo e tudo que é novidade dá aquele friozinho na barriga. Mas isso aí com os treinamentos e os aprimoramentos que estamos tendo com os professores, a gente consegue absorver rápido a informação e desenvolver o trabalho que é o principal", explicou Vinícius Gonçalves Dias de Araújo.



"Na verdade o VAR já tem um protocolo de atuação do árbitro de vídeo, que se trata somente de algumas circunstâncias de jogo, de erros claros do árbitro do campo onde o árbitro de vídeo vai atuar", comentou Alex Ang Ribeiro.

A realização do curso gerou um alto investimento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas para buscar a preparação dos árbitros nesta nova função. Os brasileiros visam permanecer na frente dos demais concorrentes da área na América do Sul, já que a meta é buscar uma igualdade aos europeus, que estão um pouco a frente.

"Desde o primeiro momento em que o projeto foi encaminhado para FIFA em 2015, que é um projeto de base e vem calcado em vigas mestras que o Coronel Serapião fez e a FIFA abraçou e estendeu para o mundo. No País, nestes dois anos, em todas as reuniões feitas com os árbitros nós colocamos esta possibilidade. Nós estamos num padrão próximo ao ideal, colocando-nos de forma média numa avaliação geral", disse Sérgio Correia da Silva (foto abaixo).



A estrutura montada no Oscar Inn (foto abaixo), em Águas de Lindóia, dispõe de dois campos de futebol para 16 árbitros em cada turma. Em um primeiro campo se trabalha com jogadas produzidas para treinar as situações de jogo e o árbitro possa conferir e tomar a atitude correta, confirmando ou anulando a ação primeiramente apitada. Aí entra o trabalho do instrutor de campo.

"A função do instrutor aqui para este trabalho do VAR que estamos realizando é preparar as jogadas, a dinâmica das jogadas, para que os incidentes ocorram e possibilitem assim a interferência do VAR para que ele entre em contato com o árbitro que está no campo do jogo, para que ele reveja as suas decisões quando ela for tomada de maneira incorreta", explicou Gilberto Corrale, instrutor técnico da Escola Nacional de Arbitragem

Num segundo campo, o árbitro trabalha situação real de jogo, com partidas amistosas e lances normais ou lances que possam ter a ingerência do VAR, permitindo a observação do árbitro em campo e tomada de decisão. Nesse caso, para que ele reveja o lance entra a participação da suíter montada distante do campo, onde o instrutor técnico passa o modo de trabalhar para o árbitro de vídeo e ele ajude o árbitro de campo tomar a decisão acertada.

"Aqui eu monitoro se a linguagem que esta sendo utilizado e correta, se o tempo de marcação é correto, se o operador está conseguindo oferecer a melhor imagem da forma correta e orientando o árbitro para entender qual é a câmera três, a câmera dois, qual é a câmera seis, quais são as linguagens que ele precisa utilizar e que momento utilizar no decorrer da partida. Porque? Porque aqui estamos aprendendo. No jogo oficial não poderemos ter esta participação, somente relacionado à câmeras de opção e a marcação do tempo de checagem e tempo de revisão  ", finalizou Ana Paula Oliveira de Oliveira, instrutora da Escola Nacional de Arbitragem.



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