SAFESP acompanha avaliações físicas da CBF em Jundiaí

São Paulo, SP, 15/04 - O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), Arthur Alves Júnior, esteve na cidade de Jundiaí na tarde da última sexta-feira, 13 de abril, onde acompanhou de perto a avaliação física dos árbitros e assistentes paulistas que fazem parte do Quadro Nacional. Da mesma forma ele acompanhou as avaliações teóricas que aconteceram antes dos testes físicos. Os trabalhos foram coordenados pelo instrutor da CBF Mauro Ricetti Paes e pelo paulista Felipe Biazotto. Mauro Paes falou das avaliações realizadas em Jundiaí (SP).

"O teste da CBF atualmente é o mesmo aplicados em todas as 27 Federações e mais o Distrito Federal, onde se é utilizado o protocolo FIFA padrão. O que pode ser mudado é que o índice utilizado nos testes pode ser alterado devido a nível regional, porém, o que nós temos trabalhados junto à CBF é que todas as Federações utilizem o mesmo índice nacional", falou o paranaense que é instrutor CBF.

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Os árbitros foram para a pista por volta das 16 horas e encontraram uma temperatura amena. Com isso os tempos vieram com naturalidade e só não conseguiram a aprovação os árbitros que se lesionaram. A maioria garantiu permanência nas escalas da Comissão Nacional de Arbitragem.



Flávio Rodrigues de Souza também falou das dificuldades de enfrentar uma avaliação física, mas alertou que se o árbitro estiver bem preparado fisicamente, ele alcança seu êxito com tranquilidade.

"É um teste que realmente não é fácil, mas com a preparação que os árbitros tem eu acredito que todos conseguem suportar. Nossa preparação na verdade não é só pré teste. É para a vida inteira enquanto o árbitro está atuando. Ele tem que estar sempre treinando, se cuidando com a comida, ter todos os cuidados para que seu preparo físico esteja de acordo para o teste físico e para as partidas que a exigência é muito grande".

"Hoje aqui eu encarei como mais um teste e uma sequência de nosso trabalho. Apesar do desgaste do Paulistão, inicia-se um novo ciclo, um novo campeonato e a gente tem que se habilitar no teste físico", explicou Leandro Bízzio Marinho.

Os assistentes que realizaram os testes já no início da noite e encontraram o clima ainda mais fresco, também não viram problemas para atingir suas metas. Daniel Luís Marques foi bem categórico e afirmou que a parte psicológica tem que ser melhor explorada pelos árbitros, afinal, para ele, se não bem observada, pode atrapalhar tanto no profissional como no geral da vida. Para Anderson José de Moraes Coelho, a fé e a preparação são fundamentais para se chegar a vitória.

"Trinta testes na carreira. A gente vê hoje os estagiários, o pessoal que está entrando e que veem a gente como referência quando treina, na hora de dar um incentivo, enfim, eu digo que o psicológico é até mais importante que o físico. Se chegar no teste sem lesão e minimamente treinado, sua cabeça te leva. O trabalho psicológico talvez as pessoas ainda não tenham dado o devido valor para ele, mas ele transforma um árbitro em campo, fora de campo, e principalmente no teste físico, que é uma luta contra si mesmo. Você não luta contra ninguém e a cabeça é seu maior combustível neste momento", falou Daniel Luís Marques.

"Graças a Deus mais um teste feito, mais uma exigência para continuarmos trabalhando. Deus tem abençoado nestes 23 anos de carreira e mais um que a gente conseguiu", finalizou Anderson José de Moraes Coelho.



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