Avaliação Técnica de árbitros e instrutores em Jundiaí

São Paulo, SP, 15/04 - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) marcou para a última sexta-feira, dia 14 de abril, no Complexo Esportivo Dr. Nicolino de Lucca, em Jundiaí, a avaliação escrita dos árbitros e instrutores da entidade. Autorizado pela CBF, o presidente do SAFESP esteve presente e além de fazer a prova, também acompanhou com a TV SAFESP toda a movimentação dos profissionais da arbitragem. Foram quase 60 pessoas, que tiveram 40 minutos para responder 20 perguntas e mostrarem seus conhecimentos sobre a arbitragem. O instrutor designado pela CBF para aplicar os testes foi Mauro Ricetti Paes, que disse que a prova buscou testar o conhecimento das atualizações das regras do jogo de futebol.

"O objetivo desta prova é investigar a atualização que os árbitros tem referente as novas considerações sobre as regras. Eu não participo da formulação das provas, mas geralmente eles colocam algumas questões que um árbitro, dentro de um jogo, precisa avaliar muitas vezes várias questões que estão ali colocadas em frações de segundos e tomar a decisão. Além de tomar a decisão, ele precisa colocar quem infringiu as regras e quem teve o seu direito invadido", explicou Mauro Ricetti.

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José Cláudio da Rocha Filho foi o primeiro paulista a deixar a sala de aula e, apesar do ter encontrado um nível alto de prova, comemorou o resultado.

"O nível da prova foi alto, com perguntas complexas que exigiu bastante fazendo a gente pensar nas respostas e nas alternativas", falou o árbitro paulista.

O único árbitro que não pertencia ao estado de São Paulo era Hebert Roberto Lopes e quando deixou a sala de aula explicou que a prova foi difícil e exigiu bastante raciocínio.

"É uma prova que tem que ter muito cuidado, porque a maioria dos nossos defeitos é não acompanhar a leitura do que se pede o enunciado. Com bastante concentração analisando bem e eliminando algumas repostas que estava muito óbvias, a prova fica um pouco mais tranquila. Mas é importante todo dia você pegar o livro de regras e acompanhar e ler as novas mudanças. Tinha muita pegadinha, principalmente em lances onde houve a maior mudança que é aquela situação do dentro da área ou fora da área, onde o cartão vermelho baixa para o amarelo, onde o amarelo baixa para nada, mas tem algumas pegadinhas porque a falta é temerária e tem que ter muito cuidado com a leitura do enunciado", explicou o catarinense.

Entre os assistentes, Fabrício Porfírio de Moura,  que se mostrou o mais esperto nas respostas das questões e saiu primeiro da sala de aula, preferiu falar do tempo utilizado para as repostas.

"A prova teórica eu achei que foi boa esse ano em sua aplicação em quarenta minutos. Acredito que foi tempo suficiente para a realização da prova de ler e reler as questões e tempo para passar para o gabarito. Algumas questões sempre a gente fica na dúvida pela interpretação de ser muito próxima das respostas, mas acredito que estudando bem e interpretando bem a regra do jogo, deu para fazer num tempo razoável", falou o assistente paulista.



Amanda Pinto Matias foi a primeira mulher a completar a prova e ao lado de Veridiana Contiliani Bisco, explicaram o que foi preciso para se darem bem na avaliação.

"O nível foi difícil, porém, aquilo que nós habituamos a fazer no nosso dia a dia, o que acaba acaba facilitando. Tem que ter muita atenção porque as vezes tem o duplo sentido, por isso você tem que estudar bastante e uma palavrinha faz toda a diferença no resultado final", falou Amanda Matias.

"Na verdade como foi minha primeira prova, é minha experiência no Quadro, então eu fiquei um pouco nervosa. Mas nada de diferente. Acredito que se estudar um pouco e o que cai na prova, é aquilo que a gente aplica no campo. Não acho que foi fácil. O nível foi difícil, as perguntas foram bem elaboradas, mas as vezes uma perguntinha que sai fora do padrão, uma palavrinha como um não ou um pode, as vezes dá uma complicadinha sim. Espero ter ido bem na prova e dentro dos limites, nós tivemos 40 minutos para realizar a prova, saí com uns 30, então acho que fiquei dentro dos padrões", explicou Veridiana.

Quanto aos instrutores, apesar de demorarem um pouco mais, eles também valorizaram o grau de dificuldades que a prova propôs.

"O nível foi de acordo com a qualidade dos árbitros brasileiros. Ela exige mesmo como tem que ser a exigência também durante o jogo. Então tem que ser uma prova consistente. Me senti a vontade, já que na semana passada participei de um curso de analistas de campo o Rio de Janeiro e lá a gente fez várias avaliações, tanto teóricas como de vídeo. Por isso entende que estava preparado por conta disso também", falou Ednílson Corona.

"Provas assim é gostoso fazer. São provas bem elaboradas, inteligentes e principalmente é a prática do jogo. Quando você tem aquelas perguntas teóricas ligadas a medidas e tal, é mais complicado porque vai merecer uma decoreba ou coisas que o valha. Prova deste estilo não. Prova prática de ocorrências absolutamente possíveis numa partida e faz com que o árbitro esteja sempre atualizado e se a situação acontece no campo do jogo, preparado para tomar a melhor decisão", falou Roberto Perassi.



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